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Afirmações do novo Presidente da Assembleia da ONU
Descriminalização da Homossexualidade não é “um direito democrático”
27/09/2009
Mundo
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ILGA está profundamente preocupada e ultrajada pela recusa do novo Presidente da Assembleia da ONU, Ali Abdussalam Treki, em considerar a proteção da vida e segurança de lésbicas, homens gays, transexuais, intersexuais e bissexuais ao redor do mundo uma questão de direitos humanos.

Em entrevista anterior à sua primeira fala à Assembleia da ONU no novo cargo, o Sr. Treki declarou-se “totalmente contrário” em referência à Declaração em favor da descriminalização da homossexualidade assinada por 66 países e lida pelo representante argentino dezembro último na Assembleia Geral em Nova Iorque.

Ademais, o Sr. Treki disse que o problema referido na Declaração, a descriminalização, era “inaceitável para a maioria do mundo” e que “há alguns países que permitem isso (sic), achando ser um direito democrático”.

Considerando que a Declaração conclamava à descriminalização universal da homossexualidade, pode-se apenas concluir que o novo Presidente da Assembleia da ONU seja... favorável à criminalização de indivíduos LGBTI. A preocupação gerada e sérias implicações desta atitude vindas do novo líder de uma instituição que supõe-se resguarde os direitos humanos – todos os direitos humanos – como valores mais sagrados, não poderia ser pior.

Apelamos aos representantes dos Estados signatários da Declaração contra a criminalização da homossexualidade, mas que também elegeram o Sr. Treki para sua nova posição, que demandem uma explicação do novo Presidente da Assembleia da ONU por suas palavras e que reajam coerentemente.

Gloria Careaga & Renato Sabbadini
Co-Secretários Gerais, ILGA

Para mais informações contate: Renato Sabbadini
+32 2 502 24 71 ou renato@ilga.org

ILGA é uma rede de mais de 600 grupos de 111 países lutando desde 1978 pela igualdade de direitos humanos para pessoas LGBTI.